segunda-feira, 30 de março de 2009

O mar e veleiros

E por falar em veleiros...


vista panoramica do pier Iate Clube do Espírito Santo

O mar sempre me fascinou desde criança, por isso me mudei das montanhas e vim morar bem pertinho dele. O azul - claro, escuro, petroleo, turquesa, cobalto, ceruleo - todos os azuis que o mar nos dá a ver; todo o movimento das ondas e das marés ou apenas uma superfície límpida, sem vento, um espelho que mostra o céu; o seu cheiro quando há cardumes por perto...a tal da maresia! eu gosto de olhar o mar e me perder na sua imensidão; e gosto dos veleiros no mar, eu sempre desenhei barcos e veleiros desde pequena sem nunca ter visto um de verdade. Eu conheci o mar quando tinha 18 anos.

Então, essa postagem é para homenagear o meu amigo mar, marujos e veleiros.



Vista do pier do Iate Clube e veleiro ancorado na Praia do Canto. Vitória ES


Desenhos a nanquim e aquarela



Desenho a nanquim. Aquarela Pio
Alunos de Artes Plásticas na aula de Desenho - orla da Praia do Canto



Desenhos a pena e nanquim

Veleiro (foto antiga familia Causer)
Aprendendo sobre veleiros... Proa, popa, boreste, bombordo...leme, retranca, cruzeta, espalha cabo...


Veleiros - Iate Clube de Niterói RJ abril 2009



Uma manhã, caminhando na praia, encontrei essa conchinha. Ela é pequenina, mas ela tem o desenho de um barco, gaivotas e coqueiros ao lado...observem bem!





DAS UTOPIAS


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!



Mario Quintana - Espelho Mágico


terça-feira, 10 de março de 2009

De amores e Utopias

2009




Estudo para pintura "Carta Nautica 208"

...há amores náufragos, que tentam sobreviver no tempo* espaço
real* virtual latitude* longitude mar e terra,
vôos e aterrissagens, promessas e ilusões,
encontros e desencontros, lágrimas e risos...

...há promessas para viver o mar em um veleiro, mas que não se cumprirá sem que coragem, desejos e mãos o direcionem ao vento...utopias

Me apaixonei por Robinson Crusoé?

Carta Nautica 208.
Acrilica sobre linho . 70 X 100 cm

Nous sommes faits de rêves et le rêves sons faits de nous...

sábado, 16 de agosto de 2008

Notas em guardanapos

1987

Uma noite em um quarto de hotel em São Paulo, sem papel para fazer algumas anotações, usei um guardanapo para registrar, desenhar algumas ideias que me vieram assim ....sabe quando a brisa da madrugada sopra coisas estranhas durante o sono? eu nunca andei sem os meus cadernos de desenho e aí eu fui pega desprevenida. Mas o guardanapo serviu para registrar formas que depois viriam a fazer parte de uma série de desenhos e pinturas.


Estudo a partir do desenho do guardanapo


Pinturas Vinil sobre papelão sola e lona


Aquarelas



Acrílica sobre lona






Alguns preceitos para usar um caderno de viagem

José Neves. Portugal

Eleger os cadernos e os instrumentos de desenho com o acerto do operário
que escolhe as suas ferramentas.
Desenhar sempre por necessidade, vício ou prazer, nunca por obrigação.
A obrigação pode cegar.
Desenhar as coisas como se de as salvar se tratasse.
Observar como quem recorda e representar como quem inventa,
para que o desenho consagre o estranho como reconhecível e
nos devolva o familiar como surpresa.
Reagir às coisas desenhando, para nos construirmos.
Observar pacientemente para que o que registamos possa surgir mais tarde
sob formas imponderáveis.

Os cadernos de viagem são a bagagem que arrumamos hoje para vir desarrumar o futuro.