quarta-feira, 18 de julho de 2012

Faluas do Tejo

30 anos de Arte  da ANA TERRA Galeria de Arte
Exposição março de 2012
Ano de Portugal no Brasil
A poesia de Florbela Espanca e Fernando Pessoa




Ano 2012 II
Técnica: Acrílica sobre MDF
Dimensões: 70 X 70 cm
Título: “Voz que se cala” Do poema do mesmo nome de Florbela Espanca


Aquarelas


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na leitura dos poemas de Florbela, ao buscar algo que me tocasse e que visualmente pudesse transitar no atual imaginário das minhas pinturas – asas, vestidos suspensos em um espaço que considero um tanto silencioso, e formas de gaiolas abertas – escolhi “Voz que se cala” que pertence ao livro póstumo da poetisa, Reliquiae. e Não ser.
O primeiro poema fala do sentido de amar a natureza, amar todos os sonhos que se calam, de sentimentos pelo que é infinito e pequeno e no último soneto diz: “Asa que nos protege a todos nós! Soluço imenso, eterno, que é a voz do nosso destino!...”

Voz que se cala

Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,

Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera que entende a voz do muro
E dos sapos o brando tilintar
De cristais que se afogam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!...
 
Ano 2012 II
Técnica: Acrílica sobre linho, colagem e gravura.
Dimensões: 60 x 80cm
Título: “Não ser” – Poder ser apenas florescência.

Nessa obra as figuras remetem ainda aos vestidos da minha série de pinturas, “Os segredos das asas douradas”. Os elementos – asas, chaves, cravos– se repetem assim como as vestimentas vazias; é através desta ausência que algo se torna presente, uma aderência ao “não ser”, não estar, e como no poema, poder ser astro, choupo, haste, ou seiva...
No vestido menor há uma colagem do poema escrito ao contrário, a nanquim e detalhes em tinta dourada.

Não ser
Quem me dera voltar à inocência
Das coisas brutas, sãs, inanimadas,
Despir o vão orgulho, a incoerência:
- Mantos rotos de estátuas mutiladas!
Ah! Arrancar às carnes laceradas
Seu mísero segredo de consciência!
Ah! Poder ser apenas florescência
De astros em puras noites deslumbradas!
Ser nostálgico choupo ao entardecer,
De ramos graves, plácidos, absortos
Na mágica tarefa de viver!
Ser haste, seiva, ramaria inquieta,
Erguer ao sol o coração dos mortos
Na urna de oiro de uma flor aberta!...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capa do Catálogo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

" A gaveta, os cofres e os armários: imagens dos segredos..."




às vezes os segredos se guardam no desenho, na pintura...











































(...) O armário e suas prateleiras, a escrivaninha e suas gavetas, o cofre e seu fundo falso são verdadeiros órgãos da vida psicológica secreta. Sem esses " objetos" e alguns outros igualmente valorizados, nossa vida íntima não teria um modelo de intimidade. São objetos mistos, objetos-sujeitos. Têm, como nós, por nós e para nós, uma intimidade (...)


"A lavanda entra no armário...e o armário está cheio do tumulto mudo das lembranças..."

in Bachelard, "A poética do espaço", Martins Fontes, p.91

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O segredo das asas douradas - pinturas



























Técnica mista sobre mdf: acrílica, lápis dermatograph, colagem de impressão de linóleogravura e aquarela sobre papel japonês.

Obras expostas na mostra VIII Floreiros. Set. 2010. Ana Terra Galeria de Arte. Vitória.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Asas douradas













Detalhe da pintura em técnica mista sobre mdf.

"...folha verde
que voa levinha
pela casa dos filhos
fazendo visitas silenciosas
e com cores suaves
...que fazem quadros
de passados 
e tardes em familia..."

R.Fraga

 

"Há sempre um copo de mar para um homem navegar / mesmo sem naus e sem rumos/
mesmo sem vagas e areia" .
Jorge de Lima

29ª Bienal de São Paulo in http://www.fbsp.org.br/29_bienal-pt.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

rámainen elvië











Man tiruva fána cirya
Quem prestará atenção a um navio branco,
wilwarin wilwa,

incerto como uma borboleta,
ëar-celumessen
no mar fluente
rámainen elvië
em asas como estrelas,
ëar falastala,
o mar surgindo,
winga hlápula
a espuma soprando,
rámar sisílala,
as asas reluzindo,
cálë fifírula?
a luz desvanecendo?


Tributo a Tolkien.
Markirya. Este poema é descrito por Christopher Tolkien como "um dos maiores fragmentos de Quenya";
Extraído de http://duvendor.com.br/portal/


Detalhes. Desenhos sobre papel e sobre mdf.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Latitudes silenciosas












Mista sobre mdf












Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio;
contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium.
Imperet illi Deus, supplices deprecamur...









Estudo em papel Montval. Colagem, nanquim, e aquarela.



Tenho realizado vários estudos a partir da série Presente de Aniversário,
e a figura das asas, insistente.
Hoje eu construi um desenho que me satisfez...ainda projeto para dimensões maiores e futuras.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

...manhã, desenho e enigma










aprecio me sentar desse lado da mesa...





...under my skin!

Colagem detalhe da carta náutica,
escrita em frágil papel de seda;
quem sabe um dia um veleiro?


sexta-feira, 19 de março de 2010

As gaiolas são de seda?

Projeto Asas




Projeto no photoshop





Esboço no linho



Acrilica sobre linho



Pintura finalizada


...nada é pesado demais para quem tem asas...


sábado, 6 de junho de 2009

Quem gosta de abismos tem que ter asas


cadernos de artista

Contra o Esquecimento

Tu sabias que o sol é imenso e que cega; tu sabias que a luz é um ouro que fascina as asas dos anjos e os olhos das meninas com pés de seda. Tu sabias da dor e da alegria de sofrer tanto e tanto que o sangue brota em flores, as lágrimas desabrocham em ondas de noite e de rugido. Tu sabias também que a seda dos teus pés se ia puindo ao caminhares sobre o ouro e sobre o sol, sabias que estavas a ficar descalça e que as penas dos anjos se pegavam a ti até teres asas, até teres desejos de vôo, até seres anjo entre os anjos e ficares na luz, sempre e para sempre na luz.
Ontem, tinhas nascido e já sabias que acima do mar azul moram o sol e a luz; ontem tinhas nascido e já sabias que a noite é a saudade acumulada do calor do grande ventre. Ontem já adivinhavas que a rota do pó percorre as cidades e que a memória se apaga ao crepúsculo, quando o perfume da treva acende os goivos e o vôo dos morcegos. (...)

Hoje, pintas por aí a tua alma nos retratos que deixaste cair, hoje a seda dos teus pés está intacta.

Barroselas, 8 de Novembro de 2000
Fátima Lopes






gaiolas não tem asas...asas são para voar



O meu projeto com as asas está apenas começando... mas eu sempre gostei de voar!

linóleogravura 2008

Vinilica sobre cardboard. 2009

asasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasasas asas
xamãs vinil sobre mdf . 2006

segunda-feira, 30 de março de 2009

O mar e veleiros

E por falar em veleiros...


vista panoramica do pier Iate Clube do Espírito Santo

O mar sempre me fascinou desde criança, por isso me mudei das montanhas e vim morar bem pertinho dele. O azul - claro, escuro, petroleo, turquesa, cobalto, ceruleo - todos os azuis que o mar nos dá a ver; todo o movimento das ondas e das marés ou apenas uma superfície límpida, sem vento, um espelho que mostra o céu; o seu cheiro quando há cardumes por perto...a tal da maresia! eu gosto de olhar o mar e me perder na sua imensidão; e gosto dos veleiros no mar, eu sempre desenhei barcos e veleiros desde pequena sem nunca ter visto um de verdade. Eu conheci o mar quando tinha 18 anos.

Então, essa postagem é para homenagear o meu amigo mar, marujos e veleiros.



Vista do pier do Iate Clube e veleiro ancorado na Praia do Canto. Vitória ES


Desenhos a nanquim e aquarela



Desenho a nanquim. Aquarela Pio
Alunos de Artes Plásticas na aula de Desenho - orla da Praia do Canto



Desenhos a pena e nanquim

Veleiro (foto antiga familia Causer)
Aprendendo sobre veleiros... Proa, popa, boreste, bombordo...leme, retranca, cruzeta, espalha cabo...


Veleiros - Iate Clube de Niterói RJ abril 2009



Uma manhã, caminhando na praia, encontrei essa conchinha. Ela é pequenina, mas ela tem o desenho de um barco, gaivotas e coqueiros ao lado...observem bem!





DAS UTOPIAS


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!



Mario Quintana - Espelho Mágico